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Indicado de Renan causa tensão em reunião da Petrobrás
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Postada em 21/05/2015 ás 17h28 - atualizada em 21/05/2015 ás 18h05
Indicado de Renan causa tensão em reunião da Petrobrás

(Foto: Reprodução)

Gravações de reuniões do Conselho de Administração da Petrobrás revelam o clima tenso entre os integrantes do colegiado por causa da suposta interferência política do governo nas decisões. Num encontro de mais de três horas, em 31 de outubro do ano passado, conselheiros acusaram o então ministro da Fazenda, Guido Mantega, e a ex-presidente da estatal Graça Foster de agir para segurar a demissão de um apadrinhado do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), suspeito de envolvimento no esquema de corrupção investigado na Operação Lava Jato.

Na ocasião, a PriceWaterhouseCoopers (PwC), auditora dos resultados financeiros da Petrobrás, se recusava a aprovar o balanço do terceiro trimestre da companhia e exigia providências da petroleira em relação aos desvios. Uma delas era o afastamento do então presidente da Transpetro, Sérgio Machado, indicado por Calheiros, aliado do Planalto. Em depoimento à Justiça Federal, o ex-diretor de Abastecimento Paulo Roberto Costa afirmara que recebeu de Machado R$ 500 mil em propina, mas ele permanecia no cargo. Nessa condição, seria um dos signatários do balanço, embora acusado de corrupção.

Mantega e Graça se esforçavam para adiar o afastamento, ao menos em alguns dias, o que abriria caminho para negociações do governo com o grupo político de Machado. “Se ele é irresponsável, tem que ser demitido”, disse um dos conselheiros na reunião. Ante os pedidos de afastamento imediato, Mantega, que presidia o colegiado, resistia: “Não me parece que seja necessário. Eu posso tentar resolver segunda, terça, quarta-feira”.

“Vou dizer uma coisa aqui que o presidente não vai gostar. Eu acho que isso é porque, primeiro, tem de pedir autorização ao Renan Calheiros. Se a gente não tem poder aqui para tirar uma pessoa que está complicando a situação da Petrobrás, quem é que manda nessa empresa?”, questionou o conselheiro Sílvio Sinedino. “Temos de remover obstáculos na medida em que aparecem. O primeiro é o afastamento temporário, com o consentimento dele ou não”, opinou o conselheiro Sérgio Quintella.

Mantega argumentou que, ao afastar Machado, os conselheiros estariam ratificando acusações contra ele sem uma conclusão das investigações e uma decisão da Justiça. Mas ouviu que, diante de situação muito menos “dramática”, a estatal demitira, meses antes, o ex-diretor financeiro da BR, Nestor Cerveró, responsabilizado pela compra desastrosa da Refinaria de Pasadena, no Texas (EUA). “Temos de fazer as coisas de forma razoável. Vamos acolher todas as acusações que foram feitas?”, rebateu o então ministro da Fazenda, que chegou a propor férias para Machado. “Férias, não. Têm de ser afastados os poderes que ele tem”, protestou Quintella
FONTE: Estadão
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